Tenho pensado bastante sobre finalização de ciclos nas últimas semanas.
Nos condicionamos tanto a viver de uma forma linear que perdemos o contato com essa natureza cíclica inerente. E quando o fim de um ciclo surge, entramos facilmente na resistência e no apego. Não queremos que o ciclo acabe.
Por vezes oscilamos ao outro extremo para fugir do desconforto e ficamos pressionando e querendo apressar um ciclo para que ele acabe logo. E nessa pressa acabamos, muitas vezes, nos desconectando da presença e perdendo oportunidades de crescimento e aprendizado. Nessa ânsia pelo fim, nos levamos a precisar reviver algum ciclo para aprender o que é necessário para a nossa evolução.
Já se percebeu vivendo situações parecidas sem entender o motivo?
Já se viu saindo de um trabalho para fugir de uma chefia abusiva, egoísta, controladora e sem empatia e acabou encontrando uma chefi@ ainda pior no outro emprego? Ou se viu terminando um relacionamento por uma desconexão e se viu vivendo algo parecido logo depois com outra pessoa?
Nós somos o elemento em comum dentro das nossas repetições de ciclo. Isso indica que há algum aprendizado que precisa ser captado naquela situação para que a gente cresça e faça diferente na próxima vez.
A vida é cíclica. A natureza nos lembra disso a todo o momento com a noite e o dia, as estações, o plantio, a nutrição e a colheita, a morte e o renascimento… Ela nos ensina a nos rendermos aos ciclos e compreender a sua necessidade e a sua beleza. Ela nos mostra como amadurecer ao navegar pelos ciclos da nossa vida.
Deixo aqui essas perguntas para a sua reflexão: como você tem encarado os ciclos da sua vida? Você tem conseguido se render e aceitar ou tem resistido e feito força contrária? O que você pode fazer de diferente hoje para equilibrar isso?